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ANÁLISE E COMENTÁRIO DE UM DOCUMENTO ICONOGRÁFICO
A) INTRODUÇÃO
B)
ELEMENTOS PARA ANÁLISE DO DOCUMENTO ICONOGRÁFICO
C) ANÁLISE HISTÓRICA
A resposta a estas questões levará à descoberta de problemas relacionados com: tipos de encomendas, ideias perfilhadas pelo autor, mentalidade dominante; tipo de materiais colocados à sua disposição pelo sistema comercial da zona em que vivia; influências de outros artistas, muitos deles seus mestres; possibilidades de deslocação para outras regiões, etc.
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Antes de elaborar qualquer trabalho de síntese, quer o tema tenha sido proposto por si ou pelo seu professor, a primeira coisa que tem de fazer é procurar informações sobre o tema, não só no seu manual mas, sobretudo, recorrendo a bibliografia complementar. Do material recolhido aproveitará apenas as informações importantes para o tratamento do tema. Depois de conhecer bem o assunto sobre o qual vai trabalhar, deverá fazer um plano, a que o desenvolvimento do seu trabalho obedecerá. Esse plano deverá começar por uma introdução, onde porá em evidência o interesse e a importância do assunto e como pensa tratá-lo. Passará depois ao desenvolvimento, onde o tema proposto será tratado, não todo de uma só vez e atabalhoadamente, mas sim subdividido em pequenos capítulos. Finalmente, aparecerá a conclusão. Esta servirá para fazer um resumo breve do que pretendeu demonstrar ao longo do seu trabalho. Nela poderá ainda apresentar novas pistas de investigação do mesmo assunto. Deve referir a bibliografia
consultada. Ex: MULLETT, Michael - A Contra-Reforma, Gradiva, Lisboa, 1984 Não se esqueça que a apresentação estética do trabalho, embora seja do domínio pessoal, também é importante e poderá incluir um índice, capa e contra-capa, gravuras, etc. A) TRABALHO DE SÍNTESE - ELABORAÇÃO DE UMA BIOGRAFIA É-lhe sugerido que estude um homem ou uma mulher, a sua vida e a sua obra, a sua personalidade, de que modo é um produto da sua época ou como influenciou os acontecimentos do seu tempo ou de épocas posteriores. Deve evitar cair no erro de fazer um trabalho sobre a história da cidade ou do país, ou da época em que o seu objecto de estudo viveu. A pessoa em si é que deve ser estudada (no contexto, evidentemente, da época em que viveu). Não se esqueça que, tal como qualquer outro tipo de trabalho, também este deve obedecer a um plano. Escolha a pessoa cuja vida, personalidade e obra quer tratar. Evite dissertar sobre o país e a época em que viveu: a pessoa em si é que deve ser tratada. O plano de trabalho deve dar resposta a determinados tópicos de reflexão, tais como: -Quem é este homem
ou mulher? O plano pode ser de tipo temático ou cronológico, quer opte por organizar o estudo da pessoa escolhida em torno dos grandes temas em volta dos quais se desenrolou a sua acção, ou sequencialmente, seguindo cronologicamente as etapas da sua vida. Não se esqueça das várias partes que constituem um plano de trabalho de síntese. B) ELABORAÇÃO DE UM TRABALHO DE SÍNTESE EM HISTÓRIA 1. Delimitação do assunto proposto
Não se apavore perante
a tarefa que lhe é proposta. Não lhe é pedido que
elabore um trabalho original que venha revolucionar o mundo científico. -Mostre bons conhecimentos
do assunto; -Normalmente, um trabalho de síntese em História exigirá que tenha em conta três elementos importantes: o tempo (data ou duração), o espaço e um problema fulcral.
-Dê atenção, no tema que lhe é proposto, a cada uma das palavras. Por exemplo: o tema Portugal no Renascimento e Portugal e o Renascimento - apesar de, à primeira vista, parecerem idênticos, não são a mesma coisa, devendo ter, portanto, tratamentos diferentes. Aqui a diferença é marcada, não pelas palavras-chave (Portugal, Renascimento), mas pelas palavras de ligação (no, e, o). -Delimite depois o assunto: tente perceber cada uma das palavras-chave, a que período e a que espaço geográfico se referem, qual é o objecto principal de cada tema, etc. -Pode então iniciar a segunda fase do seu trabalho. 2. Seleccionar
as questões importantes e elaborar o plano
-Escreva num rascunho as ideias-chave essenciais para a redacção do seu trabalho, mesmo sem grandes preocupações de encadeamento entre elas; -Risque, no seu rascunho, todas as questões que estão a mais ou desajustadas em relação ao tema; -Se o tema proposto for evolutivo, deverá ter o cuidado de anotar também as datas entre as quais se desenrola o tema proposto, bem como todas as etapas importantes desse evoluir. -Se for estático, deverá situar-se em determinada problemática e caracterizá-la.
Precisa agora de: Tipos de planos: -Estudo de uma personagem
(biografia); Pesquisa bibliográfica (ver metodologia): -Precisa agora de iniciar
as suas leituras; 3. Redacção do trabalho Chegou finalmente a altura de redigir o seu trabalho. Lance mão de todos
os materiais que recolheu e do rascunho onde seleccionou as ideias-chave;
-Nesta parte do trabalho deverão
ser apresentados o quadro cronológico e geográfico, se
for caso disso, e o assunto principal que vai desenvolver. Serão
aqui levantadas as questões a que deverá dar resposta
no desenvolvimento, bem como explicar a metodologia que seguiu e as
razões por que escolheu o plano segundo o qual trabalhará;
-Deverá dividir este
em pequenos capítulos para mais facilmente tratar o tema proposto;
-A conclusão deve ser
um resumo breve daquilo que desenvolveu anteriormente; |
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Muitas vezes, quando um professor lhe pede para fazer um trabalho de síntese, confronta-se com a necessidade de ter que procurar, numa biblioteca, obras sobre o assunto que pretende trabalhar. Começam também aí as suas dificuldades. Dirige-se normalmente ao funcionário de serviço para esclarecimentos que ele nem sempre lhe pode dar. Pense que as dificuldades são mais aparentes que reais e terá transposto o primeiro obstáculo. Imagine que vai procurar um livro numa biblioteca (da sua escola, do seu bairro, ou da localidade da sua residência, ou outra), que não está informatizada. Existem normalmente nestas bibliotecas três tipos de catálogos: o de autores, o de títulos e o de assuntos. O seu professor deu-lhe como bibliografia livros de que conhece o autor. Basta procurar no catálogo de autores, a ficha referente ao livro que procura, uma vez que o catálogo está ordenado por ordem alfabética do último nome. |
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A ficha de leitura contribui para o aperfeiçoamento da ficha bibliográfica e serve para a leitura crítica. -Indicações bibliográficas precisas, possivelmente mais completas do que as da ficha bibliográfica; esta servia-nos para procurar o livro, a ficha de leitura serve-nos para falar dele e para o citar como deve ser na bibliografia final; quando se faz a ficha de leitura, tem-se o livro na mão e, portanto, podem tirar-se todas as indicações possíveis, tais como número de páginas, edições, dados sobre o editor, etc.; -Informações sobre o autor, quando não é autoridade muito conhecida; -Breve (ou longo) resumo do livro ou artigo; -Citações extensas, entre aspas, dos trechos que se considera dever citar (ou mesmo de alguns mais), com indicação precisa da ou das páginas; -Comentários pessoais, no final, no início e a meio do resumo; para não se correr o risco de não os confundir depois com a obra do autor, é melhor pô-los entre parênteses rectos a cores.
-Indicações bibliográficas precisas; -Informações sobre o autor, sempre que possível; -Resumo do texto, artigo ou livro; -Citações do autor, entre aspas; -Comentários pessoais, entre parênteses rectos, se a ficha for para constar do seu ficheiro; se a ficha se destinar a ser entregue ao seu professor, deve deixar claro quais os comentários que são da sua autoria, apesar de não usar os parênteses. |
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Muitas vezes ao estudar um tema encontra a informação condensada num gráfico ou num quadro! É o resultado do trabalho de análise de um historiador sobre fontes históricas que têm em comum serem quantificáveis. A partir dessa representação estatística é possível tirar conclusões de natureza económica, social ou outra. Se se tratar de um gráfico, não se esqueça de: -Observar as datas na abcissa. É no eixo horizontal que o tempo é sempre indicado; -Observar o fenómeno a medir (produção, consumo, população, preços, etc), na ordenada; -Começar sempre por analisar a tendência geral. Se sobe, se desce ou se se mantém; -Analisar depois na especificidade os acidentes (aceleração, abrandamento) e marcar os períodos em que se verificam; -Quando o gráfico apresentar duas curvas (por exemplo: exportação e importação), compará-los. -Se se tratar de um quadro, a apresentação difere, mas os dados são do mesmo tipo. Por isso são normalmente convertíveis um no outro e o processo de tratamento é o mesmo. |
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ANÁLISE E COMENTÁRIO DE UM MAPA Os mapas que frequentemente são utilizados em História têm a dupla finalidade de situar factos, acontecimentos e documentos no tempo e no espaço. Com a comparação de mapas pretende-se analisar informações idênticas em documentos diferentes. Pretende-se com estes caracterizar ou descrever uma situação e, quando são mais do que um e se referem a momentos diferentes, podem confrontar-se situações. -Os elementos de informação fornecidos: título, legenda e escala; -O espaço representado; -Se tem vários mapas observe cada um atentamente, se estão na mesma escala, se representam o mesmo fenómeno, se se referem ao mesmo período de tempo ou a fenómenos diferentes na mesma data. Depois compare. -Tente explicar os dados fornecidos recorrendo ao manual ou ao que aprendeu nas aulas ou investigou sozinho.
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